Stereophonics: música sem excessos
Ao contrário das bandas mais conhecidas do britpop, o Stereophonics sempre foi o que a gente chama de banda “low profile”. Liderados pelo pacato Kelly Jones, a banda é dessas que nunca ganhou a primeira posição no Disk MTV, não tem muitas músicas reproduzidas nas rádios brasileiras, mas cativou milhares de fãs no Brasil e no mundo pela simplicidade.
Para quem costumava assistir – altas horas da noite – o The Jool’s Hooland Show – no extinto P&A – a banda era – e ainda é – figura carimbada. Foi lá que ouvi primeiro músicas como “Just Looking”, “Have a nice day”, entre outras. “What a incredible voice this man got”, disse Jool certa vez num carregado sotaque inglês.
De cabeça, não é difícil fazer uma lista de músicas da banda que eram certas nas minhas fitas cassetes ou mp3, desde os anos 90 até aqui, como “Just Looking”, “Have a nice day”, “Step on my old size nine”, “Since I told you it’s over”, “Traffic”, Mr.Writer”, “It means nothing”, “Dakota”, “Maybe Tomorrow”, essa trilha do filme “Crash”, e por aí vai.
Músicas que falam do cotidiano, de amor, de perdas, incertezas. Há espaço para tudo na voz rouca de Jones e sua trupe, mas Jones é imbatível quando decide escrever canções, digamos, de amor. Pela delicadeza dos versos cantados na voz rouca. Quem resiste?
Há 18 anos na estrada, o trio viu bandas do britpop acabarem, recomeçarem – especialmente agora com o revival anos 90 – e começarem, e acompanhou de longe a rivalidades como Blur-Oasis e Travis-Coldplay – se é que essa existiu – sempre apresentando um trabalho regular nos sete discos de estúdio e no ao vivo, “Live From Dakota”.
O álbum mais popular da banda foi “Just enough education to perform”, de 2000, ou J.E.E.P., como ele também ficou conhecido. O maior fã do álbum talvez seja o jogador de futebol inglês Wayne Rooney, que fez uma tatuagem com o nome do disco.
Essa semana a banda vem pela primeira vez ao Brasil, realizando uma vontade que já parecia ideia impossível para muitos – como eu -, trazer a turnê do último disco, “Keep calm and carry on” (2009).
“El titulo viene de una propaganda del gobierno británico que no se llegó a usar. Fue diseñada para levantar la moral de la gente en caso de que Alemania invadiera al Reino Unido en la Segunda Guerra Mundial. Por suerte, no llegó a usarse porque la invasion no ocurrió. Recientemente se ha utilizado en afiches retro por su diseño y nos pareció perfecto para el titular, por ser relevante a los tiempos actuales. Además de reflejar el mood y el contenido del disco”, disse Javier em entrevista ao Clarín.
O disco mostra um amadurecimento da banda e vem com um número maior de músicas com potencial de single do que os discos anteriores, e talvez seja a resposta sobre como a banda sobreviveu aos anos 90 e a prova de que eles ainda têm fôlego para completar mais uma década.




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