Música+blefes+auto-promoção

Yes, he can…

Posted by: andreia on: January 20, 2009

obama

20 de janeiro de 2009. Algo além do normal aconteceu hoje. Ok. Você pode até dizer que a eleição de Obama não é nada demais e que ele não vai salvar o mundo. Sim, ele não vai salvar o mundo caso o mundo não queria ser salvo. Mas a partir do momento em que ele toma a frente de um país desacreditado ética e economicamente, torna-se líder não de uma nação, mas de várias nações e raças, é preciso torcer, cruzar os dedos e acreditar que daqui para frente, as coisas vão melhorar.

Obama lembra Roosevelt, que assumiu a presidência dos EUA em meio à grande crise de 1929 e recuperou o país com o New Deal. Era ele quem também dizia algo interessante sobre o governo: “o governo não faz parte da solução, o governo é o problema”. Obama também lembra Kennedy pela desenvoltura, o jeito jovem e descontraído, e talvez para muitos, represente a chance de viver o que um atirador impediu o país de vivenciar com um governante que pedia aos americanos para não pensar no que a América podia fazer por eles, mas no que eles poderiam fazer pela América.

Num discurso direto, sem drama e clichês – a não ser o agradecimento pelos serviços prestados por Bush aos EUA, mas na verdade eu realmente acredito que Obama queria ter dito ‘des’serviço – Obama mostrou que, pelo menos nas palavras, vai agir diferente de Bush. “Nós vamos sair do Iraque responsavelmente e entregá-lo a alguém de seu povo”. Sobre os muçulmanos, disse que eles seriam lembrados pelo que construíssem e não pelo que destruíssem. Ambas as frases ditas na cara de George W. Bush. Good for his first day, nãio?

Somando o fato de que o novo presidente chamou um pastor gay para fazer a oração invocatória, Obama mostra que o tom de seu governo será o da conciliação, da tolerância entre os diferentes, que podem sim somar uns aos outros. A gravata vermelha, cor tradicional dos republicanos, mostra que até os adversários tem vez com esse democrata.

Claro que, assim que ele pisar na Casa Branca, a realidade e as arrumações da política vão bater na cara de Barack. Mas acredito que todos estão vacinados e sabem que crises como a que os EUA e o mundo enfrentam agora, não se resolvem assim, num passe de mágica.  O importante é ver que uma nação ainda acredita na figura de um líder, que a esperança na política e nas pessoas ainda não morreu. Hoje em dia, provar que isto ainda existe já é motivo de vitória.

Quanto a Bush, de volta ao Texas, ele agora terá todo o tempo do mundo para falar de cachorros com a esposa Laura Bush (quem se lembra de uma entrevista da 1ª dama, no 1º mandato ainda, em que questionada sobre o que faria na sua posição, ela disse: vou falar com george só sobre nossos cachorros, não sobre política). Dizem que por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher… Deviamos ter prestado mais atenção em Laura.

2 Responses to "Yes, he can…"

Oi. Sabia que você ia escrever algo sobre o Obama. Aliás, lembrei de você porque só se fala nisso na TV. Você não chegou ao ponto de pendurar uma bandeira dos EUA na sacade, não é?

Show de bola, Andréia! Yes, he can!

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