Música+blefes+auto-promoção

Madonna… our first time

Posted by: andreia on: September 23, 2008

Dela eu me lembro desde criança. Só sei que, em 1982, ano em que eu nascia, Madonna começava a sua triunfal carreira, que claro, naquela época, ninguém sabia no que ia dar. Ela entrou de vez na minha vida no início dos anos 90, quando eu, com quase 10 anos, lembro de ter ficado boquiaberta ao ver o clipe de Like a Prayer. Por que o espanto? Bem,  no clipe, ela testemunha um assassinato, beija um santo negro, sofre a estigmata ao tocar em uma faca e dança num campo de cruzes pegando fogo. Era o que não faltava mais para atiçar grupos religiosos e demais conservadores afins.

Comecei a ver mais coisas sobre a rainha do pop, que na época, veio ao Brasil. Era 1993. Desde então, e lá se vão 15 anos, passei a andar na cola dela. No dia 3 de setembro, minha única meta era selar essa amizade a distância tentando uma entrada para os shows que ela fará no final do ano em São Paulo.

Na fila, um papo ali, um papo aqui… três horas e meia na fila do ginásio do Ibirapuera… e uma santa decide encarar o trânsito caótico de São Paulo e chegar ao outro lado da cidade, no Credicard Hall, porque recebemos a notícia de que lá não tinha fila. Mas faltava apenas uma hora para o fechamento das bilheterias. Foi aí que eu quase morri.

Sueli, o nome da santa, – que já foi ao Hollywood Rock, já viu Axl Rose em sua fase sexy e agora vai levar a filha, de 12 anos, para ver a rainha do pop - cruzou a cidade com tamanha agilidade e loucura, que nem o puta que pariu do carro me servia de consolo. Eu só rezava: 1º para ficar viva e 2º para conseguir os ingressos. Exatamento às 19h57, os seis ingressos estavam na minha mão. E eu nem precisei dormir na fila.

Bom, agora espero anciosamente pelo dia 20 de dezembro. Véspera de aniversário e dia de um dos shows que vai entrar para a história (da minha vida, claro). Espero que ela corresponda à minha dedicação como fã, e faça a nossa relação durar mais, porque aquela ali, vai durar muito mais que 50 anos. Quero eu estar viva para ver até onde vai.. “Come on girls…”

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